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Viana vê escolta para Selma como jogada política e Wilson rebate: pode ser assassinada em qualquer esquina
13 de Junho de 2018 ás 13:18 -

Olhardireto O deputado estadual, Zeca Viana (PDT), disparou críticas contra o governador Pedro Taques (PSDB), que determinou que a Casa Militar...

Viana vê escolta para Selma como jogada política e Wilson rebate: pode ser assassinada em qualquer esquina

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O deputado estadual, Zeca Viana (PDT), disparou críticas contra o governador Pedro Taques (PSDB), que determinou que a Casa Militar forneça escolta policial para a proteção pessoal de Selma Arruda, pré-candidata ao Senado pelo PSL. Para o parlamentar, a decisão seria uma jogada política do tucano, para ‘conquistar’ o apoio da juíza aposentada no pleito deste ano. O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Wilson Santos (PSDB), afiançou que a decisão do chefe do Executivo é acertada: “Ela pode ser assassinada em qualquer esquina”.

Zeca Viana criticou a decisão de Pedro Taques, que autorizou a escolta: “Onde o governo está com a cabeça para autorizar isto. Recentemente, metralharam um pai de família em São José do Couto e me disseram que não tem como mandar policial para lá. Agora, para defender a segurança de uma ex-juíza só porque ela quer ser política tem, está errado. Precisamos recorrer desta decisão. O próprio tribunal já detectou que não tem necessidade”, discursou o pedetista.

Viana ainda acrescentou que o montante recebido pela magistrada é suficiente para que ela mesma pague seguranças privados. Além disto, considerou a atitude como desespero de Pedro Taques e afirmou que ele está perdido no comando do Executivo. O pedetista ainda comentou que deverá entrar na Justiça contra a decisão. Wilson Santos pediu a palavra e afirmou que “a decisão foi de garantir a esta mulher [Selma Arruda], que hoje está aposentada, o direito constitucional de ter resguardada sua segurança. Se o senhor Silval Barbosa e outros comparsas foram colocados na jaula, foi porque Selma teve coragem, não se intimidou diante dos poderosos que saquearam os cofres de Mato Grosso”.

“Selma merece o respeito de Mato Grosso por tudo que ela fez, pela coragem que teve. Sua vida corre risco, ela pode ser assassinada em qualquer esquina deste Estado. Há três meses, uma vereadora do Rio de Janeiro foi assassinada e até hoje ninguém sabe quem foi. Isso não pode se repetir aqui. Depois vão querer fazer moção de pesar e lamentar neste plenário o assassinato de uma guerreira. O governador Pedro Taques agiu corretamente”, acrescentou Wilson Santos.

Seguindo o pensamento de Wilson, Zeca Viana então comentou querer “oferecer segurança para o [desembargador José] Zuquim também, que está prendendo a bandidagem do Pedro Taques. A Justiça continua fazendo a parte dela. O que ela fez, é louvável. O risco que nós corremos é com a quadrilha de Taques. Eu fui ameaçado por este quadrilheiro, este chefe de quadrilha e não precisei de segurança. Não tenho medo destes bandidos ‘calça frouxa dele’. Não adianta contratar quatro mil homens se não tem combustível para as viaturas rodarem”.

“Não estou me referindo ao que Selma fez ou não. Quero que todo o judiciário faça. Lugar de político é na cadeia e vai ter uma nova leva daqui alguns dias. Só a Justiça para limpar os corruptos de Mato Grosso. Os eleitores não sabem fazer isso ainda, então cabe ao judiciário fazer. Não podemos elogiar coisa errada e sim a coisa mais coerente. Um aposentado que ganha R$ 30 mil por mês e ainda tem escola do governo é desnecessário. Ela pode muito bem pagar por isto. Por isso que deixa pairar um ar de conluio político”, finalizou.

Escolta

O governador Pedro Taques (PSDB) determinou que a Casa Militar forneça escolta policial para a proteção pessoal de Selma Arruda, pré-candidata ao Senado pelo PSL. A decisão de Taques acata solicitação da juíza aposentada feita ao Estado e deve ser mantida até o julgamento de recurso interposto por ela junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na mês passado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) indeferiu o pedido de escolta da juíza aposentada, mesmo com ela afirmando que é ameaçada de morte com freqüência pelo trabalho que prestou combatendo o crime organizado em 22 anos de magistratura.

 

Na sua decisão, Taques diz não concordar com a determinação do Poder Judiciário e lembra que a juíza aposentada dedicou sua vida à luta contra a criminalidade. “Não vejo razoável uma servidora pública que dedicou sua vida para lutar contra a criminalidade não receba suporte do estado para garantir a sua segurança pessoal, ameaçada, justamente, em razão de suas atividades funcionais”, diz o trecho da decisão. A medida está em vigor desde esta terça-feira (12). A juíza Selma se aposentou no mês de março deste ano, mas vinha mantendo seus seguranças. Um dos argumentos do TJ para o fim de sua escolta é de que a magistrada estava usando o aparato policial para eventos particulares e com fins políticos.

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