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Copa 2014

Um ano depois, principal obra de mobilidade de MT não está pronta
07 de Junho de 2015 ás 21:26 -

Levantamento da "Folha de S. Paulo" revela que VLT de Cuiabá, além de atrasada, vai custar o dobro do previsto

Um ano depois, principal obra de mobilidade de MT não está pronta

DA REDAÇÃO - MIDIANEWS

 

O setor de transportes, que o Governo "vendeu" como o principal legado da Copa do Mundo de 2014, só tem 21,4% das obras concluídas. É o caso, por exemplo, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá, que, além de atrasado, vai custar muito mais do o previsto em 2010.

Reportagem especial da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo (7), aponta que 35 obras de transporte coletivo e de aeroportos ainda não estão concluídas, um ano após a realização do Mundial de Futebol.

Segundo levantamento feto pelo jornal, os atrasos encarecerão as obras. O preço de projeto (que não considera a inflação) com que elas foram contratadas depois de 2010 já era, em média, 33% superior ao previsto no lançamento do pacote.

"Mas o valor vai subir mais. No caso de um VLT em Cuiabá, o projeto começou em R$ 700 milhões, passou na licitação para R$ 1,5 bilhão e deve alcançar os R$ 2,5 bilhões", diz a reportagem.

O jornal também cita outro legado da Copa, as arenas - como a Pantanal, na capital de Mato Grosso -, que caminham para se transformar em "elefantes brancos".

Quase um ano após o início da Copa, uma derrota diferente daquelas sofridas pelo Brasil em campo é visível nas 12 cidades-sede do evento: ao menos 35 obras de transporte coletivo e de aeroportos ainda não estão concluídas.

Orçadas em R$ 11 bilhões quando lançadas, em 2010, elas estão atrasadas, paradas ou nem foram iniciadas. Em alguns casos, investigações estão sendo feitas por suspeita de corrupção. Legado da Copa

E não são só problemas com estádios, que além de tudo caminham em parte para virar "elefantes brancos", como em Brasília e em Cuiabá.

O setor de transporte urbano, vendido pelo governo como o principal legado do torneio, só tem 21,4% das obras de grande porte previstas em 2010 concluídas, segundo levantamento da Folha e checado in loco em Fortaleza (CE) e em Cuiabá (MT), onde estão as obras com mais problemas.

Essas obras foram definidas para a instalação de três tipos de meios de transporte: BRTs (ônibus especiais em corredores), VLTs (trens leves sobre trilhos) e monotrilhos.

O pacote inicial, de 2010, previa 48 obras de mobilidade urbana e 25 em aeroportos. A composição foi alterada. Em 2013, na última lista oficial, havia 51 projetos de mobilidade e 23 em aeroportos.

Os atrasos encarecerão as obras. O preço de projeto (que não considera a inflação) com que elas foram contratadas depois de 2010 já era, em média, 33% superior ao previsto no lançamento do pacote.

Mas o valor vai subir mais. No caso de um VLT em Cuiabá, o projeto começou em R$ 700 milhões, passou na licitação para R$ 1,5 bilhão e deve alcançar os R$ 2,5 bilhões.

Quarenta trens foram encomendados e pagos, ao custo de R$ 500 milhões. Como não há trecho pronto do VLT de mais de 22 km, os veículos estão parados num pátio.

Quase 90% do financiamento de R$ 1,1 bilhão já foi liberado. Uma CPI foi aberta para descobrir para onde foi o dinheiro, já que a obra tem menos de 50% de avanço.

O monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo, quando lançado para a Copa, custaria R$ 2,9 bilhões. O valor está em R$ 4,7 bilhões, e a conclusão, prevista para março de 2013, pulou para 2017.

Dificuldades com desapropriações, alta de custos, projetos mal concebidos e falta de recursos são motivos apontados pelos especialistas para o fracasso da empreitada.

Aeroportos

No caso dos aeroportos, a estatal Infraero não conseguiu entregar 12 obras previstas para a Copa.

O concessionário do aeroporto de Campinas também não concluiu a ampliação do novo terminal.

Doze projetos ficaram prontos –os maiores ficaram sob a responsabilidade de concessionários que assumiram os aeroportos em 2012.

O aeroporto de Fortaleza tinha previsão de um novo terminal, para junho de 2013. A obra começou e foi abandonada com 16% realizados.

Nos estádios, a vocação para "elefante branco" não é mais o único problema. Os custos a mais pelos erros e atrasos começam a aparecer.

A Arena Pernambuco foi estimada em R$ 532 milhões. A Odebrecht Properties, que a administra, diz que teve prejuízos por mudanças no cronograma e quer R$ 257 milhões a mais. O Estado não aceitou pagar, e o caso foi parar na Justiça.

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