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MPE pede que delegado seja investigado por suposta participação em adulteração de armas
10 de Setembro de 2019 ás 13:53 -

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MPE pede que delegado seja investigado por suposta participação em adulteração de armas

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) pediu compartilhamento de informações da Operação Coverage para que a Corregedoria Geral da Polícia Civil investigue possível participação do delegado Guilherme de Carvalho Bertoli em esquema criminoso de adulteração de registro de armas.  

 

Guilherme de Carvalho atua na Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande. A informação consta em requerimento que deflagrou mandado de prisão contra o tenente-coronel Marcos Paccola, detido no começo da noite de domingo (8). Paccola segue preso desde então. Até o momento, cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo  Ministério Público. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações. Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.

 

Foram denunciados, além de Paccola, o 2º tenente Cleber de Souza Ferreira, o tenente Thiago Satiro Albino, o tenente-coronel Sada Ribeiro Ferreira e o 3º sargento Berison Costa e Silva.

Consta na denúncia que os oficiais militares utilizaram de seus cargos e funções de relevância para fomentar esquema criminoso voltado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.

Uma das armas de fogo que teve o registro adulterado, adquirida por um dos denunciados, segundo o Ministério Público, teve como objetivo ocultar a autoria de sete crimes de homicídios, sendo quatro tentados e três consumados, ocorridos entre os anos de 2015 e 2016, praticados pelo grupo criminoso conhecido como “Mercenários”.

 

Os promotores de Justiça também apresentam a correlação das ações ilícitas dos denunciados com as investigações da operação “Assepsia”, a partir da análise dos dados extraídos do aparelho celular de Cleber de Souza Ferreira, apreendido durante o cumprimento de buscas e apreensões realizadas no âmbito da referida operação.

Segundo o MPE, em uma das conversas por whatsApp do 2º tenente com a sua namorada, ele manifesta preocupação em resolver duas ocorrências relacionadas à apreensão de uma arma e de 86 celulares apreendidos e escondidos em um freezer localizado no interior da Penitenciária Central do Estado.

Outro lado

A Corregedoria afirmou que ainda não foi notificada sobre o pedido de investigação.

O Olhar Jurídico não conseguiu contato direto com o delegado.

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