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Médicos de Cuiabá paralisam atividades durante 24 horas
29 de Dezembro de 2015 ás 11:40 -

Profissionais reivindicam que Prefeitura Municipal pague horas extras à categoria

Médicos de Cuiabá paralisam atividades durante 24 horas

VINICIUS LEMOS DA REDAÇÃO - midianews

Os médicos do sistema público de Saúde de Cuiabá deram início a uma paralisação das atividades da categoria, na manhã desta terça-feira (29). O movimento irá durar 24 horas. De acordo com a categoria, a medida foi adotada em protesto à falta de pagamento da Prefeitura da horas extras feitas pelos profissionais. Serão atendidos somente casos de urgência e emergência, nas policlínicas, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e no Pronto-Socorro de Cuiabá. As unidades de Saúde que realizam atendimento ambulatorial iniciaram paralisação geral às 7h desta terça e somente retomarão os serviços a partir das 7h de quarta-feira (30). A categoria também realizará um protesto, na manhã de hoje, em frente ao Pronto-Socorro. Estamos lutando para que os médicos recebam o que é devido. Muitos profissionais cumprem mais que sua carga horária de 20 horas semanais De acordo com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), desde o início do ano, a Prefeitura não realiza o pagamento das horas extras praticadas pelos profissionais de Saúde que atuam no PSM, na UPA e nas policlínicas da Capital. A categoria também mostrou-se contrária a um Projeto de Lei, enviado para a Câmara Municipal, que aumenta a carga horária dos médicos de 20 para 24 horas semanais. O sindicato afirmou que a medida, caso seja adotada, servirá para que as horas extras não sejam pagas. Conforme a presidente do Sindimed, Eliana Siqueira, a proposição de aumentar o horário de trabalho representa uma perda salarial para a categoria. “Estamos lutando para que os médicos recebam o que é devido. Muitos profissionais cumprem mais que sua carga horária de 20 horas semanais, dando atendimento à população, nas policlínicas e no Pronto-socorro de Cuiabá, fazendo jus a, no mínimo, 16 horas extras por mês”, disse. O Sindimed afirmou que a Prefeitura reconheceu, através de documento enviado pela Procuradoria do Município, que deve horas extras aos médicos. Porém, continua sem realizar o pagamento. Apesar da situação, classificada como “insustentável” pelo sindicato, Eliana Siqueira contou que a categoria optou por não deflagrar greve neste final de ano. Ela alegou que a decisão aconteceu por causa da alta incidência de acidentes neste período. "Continuaremos atendendo, fazendo todo o possível para salvar vidas, apesar da falta de tudo: equipamentos, medicamentos, exames e até salários", disse. Juíza negou pagamento No início deste mês, a juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, negou pedido do Sindimed-MT para que a Prefeitura de Cuiabá fosse obrigada a pagar horas extras à categoria. Conforme a decisão judicial, a negativa de antecipação de tutela, para que o Município pagasse as horas adicionais, ocorreu em razão da falta de documentos que comprovassem que os médicos estavam trabalhando em regime de plantão superior ao que é determinado em Lei. Em ação civil pública, o Sindimed alegou que os profissionais de Saúde da Capital estavam cumprindo carga horária superior a 20 horas, período de tempo definido em Lei Complementar Municipal, que estabelece o plano de carreira da categoria.

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