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Mauro é ouvido na Justiça Federal em processo sobre simulação para compra de apartamento de luxo
05 de Dezembro de 2019 ás 13:51 -

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Mauro é ouvido na Justiça Federal em processo sobre simulação para compra de apartamento de luxo

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O governador Mauro Mendes (DEM) é ouvido na manhã desta quinta-feira (5) na sede da Justiça Federal em Cuiabá, sobre um processo em que é julgado pela simulação de empréstimo para a aquisição de um apartamento de luxo em Cuiabá, penhorado em leilão judicial.

Além de Mauro, também é parte no processo a juíza federal da justiça trabalhista aposentada compulsoriamente por decisão unânime em processo administrativo disciplinar, Carla Reita Faria Leal, a quem teria sido repassado o apartamento previamente adquirido por Mauro. O governador chegou à sede da Justiça Federal por volta das 8h. Ele seguiu pela entrada privativa, utilizada pelos juízes federais, e não falou com a imprensa.

Segundo o MPF, a ação é resultado de inquérito instaurado para apurar a aquisição, em 2011, de um apartamento de luxo por parte da então juíza do Trabalho da 8ª Vara do Trabalho de Cuiabá, Carla Reita Faria Leal. O imóvel havia sido inicialmente adquirido por Mauro Mendes em 2 de dezembro de 2009, em leilão público promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho ao qual a juíza era vinculada. Passado mais de um ano, o apartamento foi repassado para Carla Reita. Segundo o MPF, como juíza do Trabalho, Carla Reita não poderia comprar imóvel que tivesse sido objeto de leilão público promovido por órgão do tribunal a que pertence ou está vinculada. Para fugir da vedação legal imposta aos magistrados, a juíza trabalhista e Mauro Mendes realizaram uma simulação de dação em pagamento - que seria uma das exceções legais à aquisição do imóvel pela magistrada - como forma de pagamento de um suposto empréstimo que ambas as partes alegam ter existido no ano de 2009.

Falsidade ideológica

Sobre o mesmo caso, o juiz Paulo Cézar Sodré, da Sétima Vara da Justiça Federal, recebeu processo por falsidade ideológica contra o atual governador de Mato Grosso.

Conforme revelou o Portal Isso É Notícia, Em seu depoimento à desembargadora Eliney Veloso, do TRT, Mauro declarou que havia arrematado o apartamento "por uma oportunidade de negócios" e porque havia cogitado a possibilidade de mudar para lá. Mauro afirmou que desistiu de se mudar para a cobertura de luxo depois que teria comprado os terrenos no Alphaville em 2010. Mas, a desembargadora do TRT descobriu que os lançamentos na declaração de imposto de renda do atual governador de Mato Grosso mostram que os imóveis no Alphaville foram comprados em 15 de julho de 2009, ou seja, antes da arrematação do apartamento, que ocorreu no dia 2 de dezembro de 2009.  

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