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Fabris nega impedimento e diz que vai conduzir soltura de Savi da cadeia
15 de Maio de 2018 ás 14:16 -

RepórterMT O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que também é o primeiro-vice-presidente da Assembleia Legislativa descartou...

Fabris nega impedimento e diz que vai conduzir soltura de Savi da cadeia

RepórterMT

O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que também é o primeiro-vice-presidente da Assembleia Legislativa descartou se considerar impedido e afirmou que conduzirá o processo de soltura do colega Mauro Savi (DEM), assim que houver um entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo.

 

Savi foi preso na última quarta-feira (9), na segunda fase da Operação Bereré, que investiga pagamento de propina e fraudes no contrato do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com a EIG Mercados Ltda, na ordem de R$ 27,7 milhões, entre os anos de 2009 e 2015.

 

Os deputados teriam a prerrogativa de votar pela soltura do colega, através do artigo 29 da Constituição Estadual, porém o desembargador José Zuquim recomendou que a Assembleia se abstivesse de realizar a sessão para deliberação da prisão, sob pena de responderem pelo ato criminalmente. Zuquim também recomendou que o Sistema Penitenciário não permita que Savi deixe o Centro de Custódia da Capital, onde está preso.

Como o presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (DEM), também é investigado no processo, se declarou impedido de conduzir o rito para a eventual soltura de Savi, Gilmar Fabris é quem deverá fazer com que o assunto tramite na Casa.

 

"Não pretendo me declarar impedido, mas quero conversar com Zuquim antes de tomar as providências. Se a recomendação for para votar, a sessão vai acontecer. Se não, o advogado do Mauro Savi vai dizer qual o caminho mais correto”, considerou o deputado.

“Acredito que precise existir um entendimento entre os poderes. O confronto não é o melhor caminho e esse processo precisa ser conduzido dentro da legalidade para não prejudicar ainda mais o colega. Por isso, entendo que a Procuradoria da Assembleia deve se entender com o desembargador e saber qual o motivo para a não votação”, disse Fabris, nesta terça-feira (15), em entrevista para a Rádio Capital FM.

O primeiro-vice-presidente já adiantou que não deve se declarar impedido, caso a votação seja realizada. Fabris também chegou a ser preso em setembro do ano passado e permaneceu 40 dias no CCC por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, sob acusação de obstrução da justiça na Operação Malebolge.

 

“O meu caso foi diferente e mais complicado, porque era um ministro de difícil acesso. Não pretendo me declarar impedido, mas quero conversar com Zuquim antes de tomar as providências. Se a recomendação for para votar, a sessão vai acontecer. Se não, o advogado do Mauro Savi vai dizer qual o caminho mais correto”, considerou o deputado.

 

 

Fabris classificou a prisão de Savi como desnecessária e apontou que todos os deputados votarão pela soltura do colega, caso a sessão aconteça.

“O Mauro mora aqui e vai estar à disposição da Justiça, por isso, não há motivo para ficar preso. O povo de Mato Grosso precisa dele no Parlamento e não na cadeia”, concluiu o parlamentar.

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