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Ex-procurador diz que fraude em prefeitura de VG vai explodir. Tem muita gente envolvida
29 de Março de 2017 ás 01:25 -

Ao todo, 09 mandados de prisão preventiva, 09 buscas e apreensão, sete mandados de conduções coercitivas, 02 tributos fraudados e mais de R$ 60 milhões desviados dos cofres públicos de Várzea Grande.

Ex-procurador diz que fraude em prefeitura de VG vai explodir. Tem muita gente envolvida

DA REDAÇÃO - OLHARDIRETO

Ao todo, 09 mandados de prisão preventiva, 09 buscas e apreensão, sete mandados de conduções coercitivas, 02 tributos fraudados e mais de R$ 60 milhões desviados dos cofres públicos de Várzea Grande, são alguns dos números trazidos a Delegacia Fazendária de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (29), durante a deflagração da "Operação Pérfidos (desleal)" na sede da Prefeitura de Várzea Grande. A denúncia sobre a ação criminosa foi realizada pela gestão de Lucimar Campos (DEM) e é relativa ao período de 2013 e 2014, gestão anteriores ao seu mandato.

Ao Olhar Direto, o atual vereador do PSB e ex-procurador Várzea Grande, Carlos Garcia, que foi conduzido coercitivamente para Delegacia Fazendária, afirmou que algo na Secretaria de Fazenda “um dia vai explodir, acho que está começando a acender a fumacinha”.

 

Segundo dados do delegado Silvio Duvalle Ferreira Júnior, da Delegacia Fazendária de Mato Grosso servidores seriam instruídos a fraudar e até mesmo excluir dados da receita da cidade, para beneficiar membros da organização criminosa. Os envolvidos serão denunciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, concussão, inserção de dados falsos e formação de organização criminosa. O delegado promete ainda novas fases da operação.

O prejuízo aos cofres de Várzea Grande, ainda segundo Silvio Ferreira Junior, supera R$ 60 milhões. O número pode ser muito maior, pois, até o momento, somente dois tributos foram investigados, restando outros tantos.

A expectativa de novas operações foi comentada pelo vereador do PSB e ex-procurador Várzea Grande, Carlos Garcia, que foi conduzido coercitivamente na manhã de hoje para prestar depoimentos.

Ele afirmou que foi levado ao Defaz para ser questionado sobre irregularidades nos serviços prestados pela Secretaria de Fazenda do município. As informações que subsidiaram a operação teriam sido trazidas por um fiscal que pode ter feito um acordo de delação premiada, para revelar esquema de propina.

"É cobrança, coisa de irregularidades, troço mal feito, como diz, para nós isso é bom", afirmou o vereador. Afirma o político, que foi questionado por policiais sobre envolvimento dele com fiscais e servidores. "Fiscais de Tributo, dentro da prefeitura".

Adiante, fez declaração polêmica. "A imprensa sabe que  ali dentro (Secretaria de Fazenda de Várzea Grande) tem algum problema que um dia vai explodir, acho que está começando a acender a fumacinha, coisa de tributo, tem muita gente envolvida nisso aí...”.

Questionado se já tinha ouvido falar em esquemas de propina, Carlos afirma. “Na Câmara, dias atrás apresentaram requerimento pedindo instauração de CPI, só que a CPI já está aí, né. Só que a CPI já está aí, para que fazer CPI? A Câmara apura e ‘ah, fulano é culpado’, aí manda para a Delegacia, lá já está apurado”. Dentre os investigados alvos de busca e apreensão, segundo apuração de Olhar Direto, estão as pessoas de João Gladki Petrenko, Nelson Mendes Martins, Valdemil Dias de Miranda, Fernanda Deitos de Almeida, Anthoniel Gomes Martins, Kaue Teruo Reges Takada e André Garcia Cazelotto, entre outros. 

Os membros da organização criminosa, segundo as investigações, são servidores públicos e particulares que burlavam o sistema de banco de dados de gestão tributária para reduzir, dar baixa ou cancelar indevidamente créditos tributários, frustrando a arrecadação do município de Várzea Grande, em benefício dos próprios servidores municipais e empresários/contribuintes.

Outros detalhes da operação não poderão ser divulgados em razão de sigilo de justiça, decretado pelo Poder Judiciário. As ordens são do juiz Abel Balbino Guimarães, da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande. Participam da operação delegados, investigadores e escrivães lotados em Delegacias da Diretoria de Atividades Especiais.

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