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Ex-bicheiro Arcanjo chega a Cuiabá e é isolado em cela da PCE
09 de Setembro de 2015 ás 18:25 -

Comendador é acusado de ser mandante do assassinato de dois empresários, em 2002, na Capital

Ex-bicheiro Arcanjo chega a Cuiabá e é isolado em cela da PCE

THAIZA ASSUNÇÃO DA REDAÇÃO - MIDIANEWS

Sob a escolta de agentes penitenciários federais, o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro chegou a Cuiabá na manhã desta quarta-feira (9) e foi encaminhado para Penitenciária Central do Estado (PCE), localizada no bairro Pascoal Ramos.

Arcanjo enfrentará, nesta quinta-feira (10), a partir de 8h, um júri popular, sob acusação de ser o mandante dos assassinatos dos empresários Fauze Rachid Jaudy Filho e Rivelino Jacques Brunini e da tentativa de homicídio contra Gisleno Fernandes.

O julgamento será presidido pela juíza da 1ª Vara Criminal da Capital, Mônica Catarina Perri de Siqueira, no Fórum da Capital.

De acordo com informações da Secretaria de Direitos Humanos e Justiça de Mato Grosso (Sejudh), Arcanjo deve ficar em Cuiabá por três dias. Ele está isolado em uma das celas da PCE

No sábado (10), o ex-bicheiro retornará para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Porto Velho, em Rondônia, onde está preso desde 2013.

Para que não haja nenhuma tentativa de resgate do ex-bicheiro, a Sejudh informou que não será divulgada mais nenhuma informação a respeito da transferência de Arcanjo, bem como da rotina dele na Penitenciária Central do Estado.

O Júri

João Arcanjo Ribeiro é acusado de ser mandante dos assassinatos dos empresários de Fauze Rachid Jaudy Filho, Rivelino Jacques Brunini, e pela tentativa de homicídio de Gisleno Fernandes.

Os crimes ocorreram no dia 5 de junho de 2002, em frente a uma oficina mecânica, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), na Capital.

Inicialmente, o julgamento estava marcado para 30 de julho junto com outros dois acusados do crime, o ex-soldado da PM Célio Alves de Souza, 49, e o uruguaio Júlio Bachs Mayada, 65.

Porém, a juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira desmembrou o julgamento para o dia 10 de setembro, a pedido da defesa do ex-bicheiro, uma vez que um novo advogado foi constituído.

Paulo Fabrinny Medeiros pediu o adiamento do tribunal do júri para que pudesse estudar o processo.

A juíza manteve, entretanto, o julgamento do ex-policial e do uruguaio para o dia 30. Célio Alves foi condenado a 46 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado.

Já o uruguaio Júlio Mayada foi condenado a 41 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Ao todo, cinco pessoas foram acusadas pelos crimes.

Em 2012, o ex-cabo PM Hércules Agostinho Araújo foi condenado a 45 anos de prisão pela Justiça estadual.

O quinto suspeito, o ex-coronel Francisco Carlos Lepeuster, morreu em setembro de 2007, vítima de câncer.

Banco dos réus

Esta será segunda vez que Arcanjo sentará no banco dos réus.

A primeira ocorreu em outubro de 2013, quando foi condenado a 19 anos de prisão pela morte do jornalista e empresário Domingos Sávio Brandão, fundador do jornal Folha do Estado.

Arcanjo ainda responde criminalmente pelas mortes de Mauro Sérgio Manhoso, Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges, Mauro Celso Ventura de Moraes e Valdir Pereira. 

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